VOCÊ JÁ OUVIU FALAR SOBRE O MEXILHÃO DOURADO?
O
mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A
espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de
lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país
vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região
Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
Durante
a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores
(objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior) até que
termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando
grandes colônias.
Por
ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não
ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por
isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam,
as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos
mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de
espécies, atrás apenas da destruição de habitats.
Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado
podemos citar:
- Destruição da vegetação aquática;
- Ocupação do espaço e disputa por alimento com
os moluscos nativos;
- Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos
moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
- Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e
irrigação;
- Entupimento de sistemas de tomada de água para
geração de energia elétrica, causando interrupções frequentes para limpeza
e encarecendo a produção;
- Prejuízos à navegação, com o comprometimento
de boias, trapiches, motores e de estruturas das embarcações.
O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA DIMINUIR OS IMPACTOS DO MEXILHÃO DOURADO?
A larva do
mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela
possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer
dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos,
redes, conchas ou qualquer coisa molhada, podendo vir a contaminar locais
que estavam livres do mexilhão.
A dispersão dos adultos é
feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas,
galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está
fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.
Se você usa barcos, lanchas entre outras embarcações para pesca e lazer,
você pode ajudar a diminuir a
disseminação do mexilhão dourado e os impactos ambientais causados por ele.
Ao mudar de uma área onde o mexilhão esteja presente para outra, desinfeccione
sua embarcação com água sanitária comercial ou cloro, conforme as orientações
abaixo:
- Limpe
as possíveis incrustações de adultos com disposição dos resíduos em terra;
- Lave
todo o barco, principalmente o casco, viveiros de iscas e o reboque;
- Todo
o barco deve ser escovado com uma vassoura macia embebida em água
sanitária.
- Jogue
a água sanitária onde tiver acúmulo de água, principalmente em caixas de
iscas vivas.
A Cia Volta Grande
realiza monitoramentos corriqueiros em seus reservatórios e não registrou a
presença de mexilhões dourados.
ATÉ O PRÓXIMO POST!