quinta-feira, 27 de novembro de 2025

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR SOBRE O MEXILHÃO DOURADO?

            O mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.

            Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior) até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.

            Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.

Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:

  • Destruição da vegetação aquática;
  • Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
  • Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
  • Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
  • Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções frequentes para limpeza e encarecendo a produção;
  • Prejuízos à navegação, com o comprometimento de boias, trapiches, motores e de estruturas das embarcações.

      


O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA DIMINUIR OS IMPACTOS DO MEXILHÃO DOURADO? 

            A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.

            A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

Se você usa barcos, lanchas entre outras embarcações para pesca e lazer, você pode ajudar a diminuir a disseminação do mexilhão dourado e os impactos ambientais causados por ele. Ao mudar de uma área onde o mexilhão esteja presente para outra, desinfeccione sua embarcação com água sanitária comercial ou cloro, conforme as orientações abaixo:

  • Limpe as possíveis incrustações de adultos com disposição dos resíduos em terra;
  • Lave todo o barco, principalmente o casco, viveiros de iscas e o reboque;
  • Todo o barco deve ser escovado com uma vassoura macia embebida em água sanitária.
  • Jogue a água sanitária onde tiver acúmulo de água, principalmente em caixas de iscas vivas.

A Cia Volta Grande realiza monitoramentos corriqueiros em seus reservatórios e não registrou a presença de mexilhões dourados.

ATÉ O PRÓXIMO POST! 

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